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Visitar lugares culturais excecionais ou fazer caminhadas nas montanhas. Um passeio a dois pela rota dos vinhos ou um cruzeiro com as crianças… Que viagem gostaria de fazer pela a França desta vez?

Jean Blaise - Culturas de rua

«A melhor forma de partilhar a arte é ir ao encontro das pessoas nos espaços públicos.» Esta é uma fórmula que Jean Blaise, diretor artístico, parece ter adotado e verificado de forma bastante rápida. Desde o seu primeiro encontro com a cena artística que não parou de transmitir o que considera um milagre.

Com o evento Le Havre 2017, Jean Blaise irá surpreender novamente e oferecer muitas surpresas a um público curioso e eclético cada vez mais numeroso. Uma manifestação a descobrir a partir de maio de 2017!

A minha história

«Nasci na Argélia, num ambiente familiar bastante feliz. Entrei no mundo da arte um pouco ao acaso os meus pais não iam ver espetáculos, não havia livros em nossa casa! Chegámos a França em 1962, onde fiz amizade com um rapaz proveniente de uma família burguesa e liberal: em casa dele havia pilhas de livros por todo o lado, discos de Bach espalhados por lá, revistas Lui e, sobretudo, o livro de Malcolm Lowry Debaixo do Vulcão.

Foi, provavelmente, um clique: tomei consciência de que existiam mundos que não conhecia, um verdadeiro milagre que quis partilhar para que cada um tivesse a oportunidade de lhe aceder.

Após os meus estudos em Bordéus, dirigi vários centros culturais (na metrópole e em Guadalupe), depressa passei a gostar de ter uma equipa e de trabalhar em conjunto.

Em seguida, começa a minha aventura em Nantes, cidade, na época, bastante parada. Aí fundámos a Maison de la culture e depois um panorama nacional itinerante na periferia: de la Roche-sur-Yon a Saint-Nazaire, era necessário reinventar-se em função das necessidades de cada cidade. Em 1989, criámos, em Nantes, o Festival des Allumées que destaca, em cada edição, uma grande cidade do mundo e o seu panorama artístico, das 18h00 às 6h00 da manhã. As obras são visíveis em locais improváveis, terrenos industriais abandonados. A imagem da cidade altera-se desde o primeiro ano e parece mais jovem, mais inovadora.

A aventura continua com o Festival Fin de siècle; a última edição, no ano 2000, terminou com a abertura do Lieu unique, antiga fábrica das bolachas Lu de Nantes. A ideia era reinventar a Maison de la culture. Imaginámo-lo como um espaço de exploração artística sempre aberto, um local de vida, queríamos que as pessoas aí se sentissem bem, como se estivessem em casa: cada módulo representa uma peça a viver. Ao explorar o território vizinho, em seguida queríamos implementar um conceito de metrópole Nantes a Saint-Nazaire: criar uma manifestação que nos permitisse identificar este território com o Loire, o estuário, uma paisagem extraordinária, mas desconhecida. Pedimos a colaboração de grandes artistas no local, como Daniel Buren. Além disso, foram conservadas 30 obras no local.

Consciente de que a arte e o turismo estavam intimamente ligados, a estrutura Voyage à Nantes viu a luz do dia em 2011 para fundir estruturas culturais e o Posto de Turismo. Contudo, faltava a altura ideal para apresentar este projeto: o evento Le Voyage à Nantes nasceu no ano seguinte. Trata-se de um percurso de 15 km na cidade, em locais culturais, património, mas também instalações nos espaços públicos para enriquecer a forma da cidade. O impacto na frequentação turística é inegável: +40 % de noites em 5 anos!

Em 2011, o Presidente da Câmara de Havre convida-me para participar nos Encontros da Cultura que decorriam na cidade com o desejo de que Le Havre ganhasse vida Os princípios de Havre 2017…»

Le Havre 2017 : uma cidade em festa

O porto e a cidade de Havre foram fundados por François I em 1517. Para celebrar dignamente o 500º aniversário, a Câmara Municipal contratou o criador da Noite Branca! Também aqui, Jean Blaise irá ocupar grandes locais e museus da cidade, fazendo da rua o seu campo de jogo. O diretor artístico tem carta branca e escolheu como fio condutor a interpretação de uma situação e do território.

«Os artistas veem bem mais do que nós, sabem revelar uma cidade. Também é essencial envolver os habitantes. Temos, por exemplo, um trabalho gráfico sobre as cabanas da praia de Havre, ação impulsionada por um dos participantes do território, o festival, Une Saison Graphique. As cores são dadas de acordo com um algoritmo complexo.»

A grande parada do primeiro dia organizada pelo conjunto Art Point M tem a participação de voluntários selecionados num casting: desfilam com fatos que recuperam a riqueza arquitetural da cidade. A programação anuncia-se ritmada, com intervenções artísticas, exposições de prestígio e eventos náuticos. Entre momentos principais de Havre 2017, o artista chinês Cai Guo Qiang propõe um fogo de artifício silencioso e em pleno dia que interpreta no céu o famoso quadro de Monet Impressão, nascer do sol, pintado em Havre, em 1872 - que será exposto nessa ocasião com outros impressionistas de renome no MuMa.

Também de salientar que Stéphane Thidet dá vida a uma fonte com dois jatos bastante potentes que entrechocam e formam uma roda de água. E a festa não estaria completa sem a participação aguardada da companhia Royal de Luxe e os seus famosos gigantes.

A anotar na nossa agenda, de 27 de maio a 8 de outubro de 2017… Isso deixa-nos 4 meses para vir e voltar novamente a Havre, regalar-nos com a programação e descobrir uma cidade de múltiplas facetas!

ADN

3 palavras para definir o seu trabalho? «Apresentação das cidades»

A inspiração para encontrar novas ideias? «Considerar tudo como uma aventura»

3 palavras para definir Havre 2017? «A cidade no ar»

Le Havre

«Fico surpreendido com o volume de ar sempreque cá venho. É uma cidade extraordinária cheia de paradoxos. Ruas enormes,largas e por vezes desertas, mesmo assim numa cidade de dimensão humana. Estacidade - inserida no Património Mundial da UNESCO - é de uma riqueza arquitetural extraordinária (Auguste Perret, OscarNiemeyer) com este imenso porto e os seus contentores que vemos sempre aolonge... Sentimo-nos no fim do mundo e, em todo o caso, no fim de França!»
3 adjetivos/palavras para qualificar Le Havre? «Ar, perspetiva,mar»
Um aroma? «MAR»
Um ruído? «SILÊNCIO»
Um sabor? «SAL»
Uma vista? «OS JARDINS SUSPENSOS»

As minhas moradas

Um restaurante gastronómico?
«Jean Luc Tartarin»
73 avenue Foch, 76600 Le Havre
+33 2 35 45 46 20
Um bistrot?
«Le SPI»
45 Chaussée John Kennedy, 76600 Le Havre
+33 2 35 42 44 14
Um local para tomar um copo?
«Le SPI»
Um local onde se instruir?
«Biblioteca Oscar Niemeyer»

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