Um país, duas rodas, 23 dias

  • © B. Bade

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Um país, duas rodas, 23 dias

Por Marguerite Richards

Você está ficando com sono. Suas pálpebras estão se fechando. Ainda mais sonolento, você está tão relaxado e, finalmente, tão cansado que dá para esquecer toda aquela conversa sobre Lance Armstrong e o escândalo do doping. Mas o que você se lembra é de que o Tour de France é uma oportunidade de observar vistas panorâmicas de quase todo o país.Você se lembra de que se ficar em casa e assistir a competição pela televisão, vai observar relances da vida de franceses em seus vilarejos, preparando-se, felizes, para o momento em que os ciclistas passarem por eles. Ou se você estiver assistindo a corrida ao vivo em algum ponto, vai comemorar da maneira que os franceses fazem: brindando com seu copo. Para os fãs de viagens pela Europa – mesmo aqueles que o fazem numa poltrona – a competição desse ano não pode ser perdida.

A grande largada na Córsega

A largada do centenário do Tour de France acontece num lugar inédito, a ilha de Córsega, onde os dois principais departamentos, Haute-Corse e Corse-du-Sud, são os únicos na França metropolitana que nunca sediaram a competição. Literalmente, uma montanha no mar, a Córsega é formada por paisagens rochosas à beira de águas azuis, atração suficiente para fazer com que o participante amador diminua a velocidade para apreciar cenários deslumbrantes. A população local tem muito orgulho dessas paisagens e está pronta para mostrar ao mundo as belezas desse destino.

Subida para a glória

De fato, a corrida é lendária, especialmente em áreas montanhosas. Os ciclistas  competem pela vitória enfrentando calor e cansaço, desidratação, tornozelos machucados e mesmo uma perna ou braço quebrados. Eles também são recompensados pelo encorajamento de seus fãs leais, em cada etapa da corrida. O topo do monte Ventoux, também conhecido como “Fera da Provença”, é exemplo de uma façanha quase impossível. Esta montanha, batida por fortes ventos, tem uma subida de 20,8 quilômetros com uma inclinação média de 7,5% e provou ser demasiada para o ciclista Tom Simpson. Ele se negou a desistir do caminho até o fim, supostamente implorando para ser colocado de volta em sua bicicleta após uma queda. 

Uma particularidade relacionada aos topos das montanhas da corrida deste ano é o famoso Alpe d’Huez, que poderá ser visto em duas ocasiões pela primeira vez na história. Imagine atravessar 21 passagens estreitas por 13,8 quilômetros, com inclinação média de 7,9%, uma conquista quase mítica que vai testar o poder e a força de vontade de qualquer ser humano – e os participantes terão de fazer a travessia duas vezes.

Os fanáticos pela corrida concordam que as etapas de montanha são os melhores lugares para assistir a corrida ao vivo; nas áreas mais planas, as fotos dos corredores saem apenas como borrões coloridos. Sendo assim, empacote sua barraca e botas de caminhada e prepare-se para a aventura, pois nem chuva, nem neve, sol ou tempestade farão com que você desista do seu Tour de France.

 

Para não se perder 

 

Quando

De 29 de junho a 21 de julho

Percurso Total 

3.360 km

21 Etapas

7 em terrenos planos

5 em terrenos acidentados

6 etapas em montanhas com 4 finalizações em cumes

2 testes individuais de tempo

1 teste de equipe de tempo

2 dias de descanso

Camisetas

Amarela para o vencedor individual na classificaçao por tempo

Verde para o vencedor com o maior número de pontos

Com bolas vermelhas para o ciclista que executa a melhor subida

Branca para o melhor jovem corredor individual na classificação por tempo


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