Saint-Bertrand-de-Comminges, o fio do tempo

Saint-Bertrand-de-Comminges, o fio do tempo Saint-Bertrand-de-Comminges fr

A 110 quilômetros ao sul de Toulouse, no sopé dos Pirineus, a majestosa Saint-Bertrand-de-Comminges é descoberta após uma curva. Antiga cidade romana, fundada no século I a.C., o lugar é uma meca da arte, com de mais de 2000 anos de rica história. Aqui está uma obra-prima da herança de alta Garonne a ser descoberta.

Suspensa entre céu e terra, Saint-Bertrand-de-Comminges destaca-se do fundo branco do sopé dos Pirineus. Ao redor da cidade alta, verdadeira cúpula espiritual simbolizada pela Catedral Sainte-Marie, alinham-se casas em estilo Renascentista, guardadas por uma muralha entalhada na própria de rocha.

Ao pé do morro, estendem-se as ruínas da antiga cidade de Lugdunum-Convenae e seus muitos vestígios galo-romanos.

O templo, construído em mármore dos Pirineus, era provavelmente dedicado ao culto de Roma e do imperador. O fórum, articulado a um grande pátio com um pórtico, representava o coração econômico e político da cidade: ele era rodeado por uma galeria, na qual se abriam lojas. Ao lado, encontravam-se as termas, com suas piscinas exteriores e seus banhos de água morna e fria. Do teatro, apoiado na colina, não restou muita coisa, apenas alguns vestígios, enquanto a basílica cristã original conservou alguns sarcófagos.

A Catedral de Saint-Bertrand-de-Comminges, cuja origem remonta ao início da Idade Média, foi continuamente enriquecida até o século 16 por elementos arquitetônicos e decorativos.

A catedral abrange, assim, três épocas e estilos diferentes. Do período românico, pode-se ainda admirar o campanário quadrado, o lintel (peça dura feita com diversos materiais que constitui o acabamento de portas) do portal representando os doze apóstolos, o tímpano decorado com a Adoração dos Reis Magos, e também uma galeria do claustro, onde a espiritualidade é palpável​​. Dentro da catedral, no centro da nave gótica, o olhar se seduz pelos cubículos em madeira do coroe pela magnífica caixa do órgão, considerados as joias do Renascimento.

No nível inferior das pequenas ruas medievais de Saint-Bertrand, a basílica Saint-Just-de-Valcabrère eleva-se no meio dos prados. Construída no local de uma necrópole do período romano, esta igreja românica possui como particularidade o fato de apresentar um grande número de reutilizações da arquitetura antiga, o que lhe confere uma originalidade inegável.

 

Dicas

  • A Catedral de Saint-Bertrand-de-Comminges e a basílica de Saint-Just-Valcabrère basílica são listadas como Patrimônio Mundial pela UNESCO, no quadro do Caminho de Santiago de Compostela.
  •  Comece seu passeio pelo prédio Olivétains I – Conselho Geral que fornece todas as chaves para se explorar o local e o departamento da Haute-Garonne. Instalado em um antigo convento do século XIX, no átrio da catedral, ele apresenta uma área de recepção turística, propõe visitas guiadas a Saint-Bertrand-de-Comminges / Valcabrère, possui uma livraria cultural e apresenta exposições de arte contemporânea e fotojornalismo.
  • Faça também uma parada em OIivétains II (antigo posto policial). O edifício do Conselho Geral, do século XVIII, foi restaurado para se tornar um local de conservação, mas também de exposição e valorização das coleções arqueológicas departamentais. Seus jardins oferecem, por outro lado, uma bela vista sobre o vale da Garonne.
  •  Imperdível: o Festival du Comminges, que apresenta, em julho, cerca de vinte concertos. Nascido em 1975, este festival ganhou envergadura internacional. Grandes compositores e jovens músicos criam obras originais a cada nova edição, o que reflete o seu dinamismo.
  •  Descubra Comminges a pé ou de bicicleta... No centro dos Pirineus, entre as primeiras cristas montanhosas e o curso do Garonne, os arredores de Saint-Bertrand-de-Comminges são propícios para passeios a pé ou de mountain bike. Para os ciclistas, a ciclovia da Garonne é um caminho a ser percorrido sem falta. Previsto para conectar Toulouse a Luchon (150 quilômetros), este percurso compartilhado por ciclistas e veículos empresta belas rotas pouco frequentadas e permite, hoje, pedalar entre Cierp-Gaud e Carbonne (106 quilômetros).

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