Os centros industriais renovados

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    Os centros industriais renovados

Os centros industriais renovados Paris fr

Desde uma década de anos, terrenos baldios, laboratórios, fábricas, usinas conhecem uma segunda vida. Reutilizados, estes locais industriais tornaram-se bastante freqüentes para espaços artísticos. Amplos e múltiplos, estes espaços oferecem locais de reencontro, de criação que favorecem igualmente à organização de eventos originais.  

A partir dos anos 80, o forte aumento dos custos de produção implicou no fechamento de diversas usinas em Paris e na Île-de-France, deixando ao abandono milhares de hectares. Estes locais industriais oferecem oportunidades às comunidades locais que os direcionam aos compradores e os reabilitam com a intenção de atrair projetos culturais e eventos de grande porte


• A dois passos da entrada de Clignancourt, o antigo centro social e esportivo das usinas  Valeo foi readquirido no final dos anos 90 pela cidade de Saint-Ouen para acolher o projeto Mãos à obra que apóia a criação e o experimento, através de um dispositivo para residência e uma atividade de divulgação (exposições, concertos, espetáculos, encontros…).

Sob 4 000 m2, Mãos à obra oferece 4 níveis de espaços notoriamente com salas de conferências e escritórios localizados no 2° andar . A locação de espaços tem sempre feito parte da política da associação, cuja verba é constituída por 50% de receitas próprias.

• Mais recentemente, o terreno baldio industrial Lefaux, antiga fábrica de sacolas têxtil situada em Pantin, cuja reabilitação foi comandada pelo departamento da Seine-Saint-Denis, acolhe o festival de jazz Banlieues Bleues. Sua estrutura, verdadeiro foco de luz sob uma uma cúpula, assim como a sala de espetáculo e os estúdios de ensaios podem acolher eventos até 600 pessoas.

• A Grande Halle de la Villette reaberta em setembro passado após três anos de obras, soube conservar sua identidade de antigo mercado de gados, tudo tornando-se um local de exposição e de espetáculo, dotado de equipamentos ultramodernos: das venezianas instaladas sob as superfícies de vidro do telhado permitem ocultar a luz de forma total, o espaço Charlie Parker dispõe de bancadas em alumínio e moduláveis.....a Grande Halle oferece 13 500 m2 de espaços voltados para eventos.

• Em Paris, o antigo edifício da Funerária localizado na rue d’Aubervilliers tornou-se um novo espaço de criação artística contemporânea. Le 104 (em referência ao número da rua) previsto em seu projeto econômico para abrir diversos espaços as empresas, com um auditório de 200 lugares e uma sala de 400 lugares.

• Bastante esperado, o Docks en Seine é o grande estaleiro de Bertrand Delanoë. Este projeto de 40 milhões de euros financiado pela Caixa de depósitos e consignações, oferece uma restruturação das antigas lojas na beira do rio Sena. Os novos Docks abrigaram uma Cidade da moda e do design, composta por exposições, butiques e restaurantes.

 

Longe dos luxos da Capital, a província dispõe também de numerosos espaços industriais readaptados em locais efetivamente atípicos.


• Em Nantes, a antiga usina LU, localizada nas proximidades da Cidade Internacional dos Congressos, tornou-se um « Local Único ». Este amplo local de patrimônio industrial do século XIX comporta naturalmente um grande ateliê com uma capacidade de 3 500 pessoas.

• Não tão longe de lá, instalados nas grandes estruturas dos antigos estaleiros navais, « As Máquinas da Ilha » oferecem entrar em uma verdadeira fábrica dos sonhos equipadas com máquinas extraordinárias, à cruzada com os universos de Jules Verne e Leonardo de Vinci. Este espaço de 580 m² comporta, além do elefante gigante de 45 toneladas e 12 m de altura, três locais de recepção podem acolher até 800 pessoas, sob um sinal imaginário.

• Amantes do vinho, apaixonados pela história ou por jardins, deixem-se seduzir pelo Hameau Duboeuf, localizado em Beaujolais. « Nosso local, que se estende sob 30 000 m², comportam diversas salas de recepção, um restaurante com decoração rústica de uma estação de 1900, mas também uma ampla opção de animações e de exposições sobre o vinho», explica Anne Duboeuf, a gerente. Nesta decoração convivial, as empresas dispõem igualmente de um espaço insólito criado há 150 anos: uma estação comercial de 480 m², com uma imponente construção em madeira, um vagão, cais de carga e alamedas pavimentadas, resquícios de atividades do passado.

• Localizado à 50 quilômetros de lá, a capital de Rhone Alpes dispõe de um edifício industrial, construído nos anos 30, que servia para estocar as entregas de açúcar. Abandonada desde 1990, a Sucrière foi reinstalada em 2003 para tornar-se  o local principal da 7° Bienal de arte contemporânea. Seus 6 000 m², podem acolher até 1 500 pessoas, se adaptando à organização das noites únicas no quadro de exposições.

• Em Grenoble, a halle du Magasin é também um elemento do patrimônio industrial, cuja estrutura metálica foi construída pelos ateliês de Gustave Eiffel para a Exposição Universal de 1900. Aberto em 1986, a halle, tornou-se « a Loja », é um local consagrado à criação artística. A privatização é assim ligada a programação das exposições.´Para seus eventos, as empresas dispõem de quatro espaços, dos quais um deles é uma cúpula.

• Enfim, na região PACA, o terreno la Belle de Mai acolhe também as empresas. Localizada atrás da estação Saint-Charles de Marseille, esta antiga fábrica de tabaco foi transformada em um complexo cultural renomado internacionalmente.  O terreno comporta notoriamente um grande salão para eventos - a Cartonnerie – reservado em prioridade aos eventos de grande porte e um restaurante de 200 lugares.

Autrechoz inaugura seu espaço industrial

Em 2003, a agência Autrechoz adquire um hectare da instalação industrial abandonada há tempos e deserdado próximo de Amiens. Rebatizada  « saída oeste » (devido a sua localização geográfica), este futuro pólo terciário acolhe os locais da agência. Afim de divulgar este local e desenvolver a comercialização dos terrenos baldios ainda existentes, a agência imaginou uma noite de inauguração com a temática Far West.

Para acolher os 1500 convidados, um grande hangar foi relocado: rochas, pacote de palhas, tipis, cactos ou ainda a reconstituição de um saloon e de um guichê de banco. Um palco, instalado para a ocasião, garante o ambiente no decorrer da noite. Hoje, dois edifícios são explorados para a recepção, podendo acolher até 1 500 pessoas com um amplo estacionamento.


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