LIDO, os 100 anos da vida Bluebell

LIDO, os 100 anos da vida Bluebell

Há um século nascia Margareth Kelly, a fundadora das Bluebell Girls, responsáveis pelo renome do célebre cabaret parisiense desde 1948. Reportagem sobre os passos de Alex, uma das 48 raparigas do Lido...<?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" />

À meia-luz, embalados pelas melopeias gentilmente antiquadas de uma orquestra de jazz, pombinhos em fato domingueiro de olhos enamorados e turistas descontraídos bebericam champanhe.Nos lugares da frente para esperar a entrada em cena das celestes e voluptuosas aparições da noite.O momento é imortalizado por um exército de fotógrafos munidos como repórteres de guerra e enfarpelados com uma panóplia de diretor de hotel.

Entre a pêra e o queijo, eles estarão de volta, os braços carregados de negativos, encaminhados para encontrarem um bom lugar no buffet da sala de refeições.

O Lido é uma instituição.

Uma passagem obrigatória, um parêntese excepcional para todos os charters que visitam a capital em férias. Sem os quais Paris não seria verdadeiramente Paris.

E o que faz o renome do local, aquelas para quem se acorre rapidamente vindo do mundo inteiro, são as suas Bluebell Girls.Rainhas do Lido desde 1948, festeja-se este ano o centenário da sua fundadora, Margareth Kelly. À direita do palco, uma porta meio escondida leva ao “porta-aviões”, o nome dado aos bastidores, em referência à enorme maquinaria que permite ao palco, à piscina, à pista de patinagem artística e ao conjunto dos vinte e três cenários, subir, descer e ir organizar-se nos imensos camarotes.

O primeiro dos dois espetáculos do dia é daqui à uma hora e meia, mas as herdeiras de Miss Kelly estão já a maquiar-se numa fileira de camarins que se assemelha a um longo corredor, na parede do qual estão pendurados os fatos multicoloridos.

Entre as 48 Bluebell Girls versão 2010, com uma quinzena de nacionalidades diferentes, Alexandra Frouin, Alex para os mais chegados, dá um último retoque de vermelho nos lábios. Espera-a uma longa sessão de agitação por detrás do grande pano negro, está na hora de começar. « O show dura uma hora e quarenta e cinco. O que faz três horas e meia de dança por noite, seis dias por semana », desabafa a jovem Tourangelle de 23 anos e 1,77m.

Aproxima-se o momento de vestir.

O cabaret apresenta, mais uma vez, e com as bilheteiras encerradas. 2000 espectadores fizeram reserva.Alex e as suas amigas não têm, como em cada representação, o direito de desiludir.Têm de estar à altura de um espetáculo extremamente deslumbrante.

O preço a pagar para ser uma Bluebell Girl, para que o sonho se torne realidade. « Logo pequena tive a sorte de encontrar a professora de ballet, que tinha vindo ver-me no meu espetáculo anterior, O Rei Leão. No dia da audição foi um stress ».Depois de ter passado pela companhia Béjart, o circo de Hiver Bouglione, Alex coloca o Lido no ponto de referência principal da profissão.

"Integrar esta grande casa há dois anos, foi um orgulho e um grande prazer. Quando me fizeram a proposta, nem conseguia acreditar".Esta imagem de marca prestigiada está indissociavelmente ligada à imagem da Miss Bluebell.

« Ela instaurou o rigor e a disciplina no music-hall, afirma Pierre Rambert, o diretor artístico e antigo braço direito da grande senhora. Nós inserimo-nos na continuidade. Os critérios (altura mínima de 1,75m, sólida formação em dança clássica e jazz) são os mesmos. Mas o mais importante é, talvez, ter jovens mulheres modernas na vida quotidiana, que à noite se transformam em criaturas intocáveis”.

« Entre o palco e a vida, não têm nada a ver. “E é preferível que as pessoas continuem a idealizar-nos”, confirma Alex.O segredo para que a magia continua a funcionar…

 

Mais informações www.lido.frService Tourisme LidoEndereço: 116 bis avenue des Champs-Elysées – 75008 Paris Tel.: +33(0)1.40.76.56.49Email: tourisme@lido.fr