Exclusiva entrevista com Tovah Feldshuh

Exclusiva entrevista com Tovah Feldshuh

Pela quarta vez, Tony, atriz famosa por interpretar a primeira-ministra israelense Golda Meir, em Golda’s Balcony na Broadway, divide conosco sua ligação com a França<?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" />

Q: Eu ouvi dizer que seu pai tinha uma ligação especial com a França.Tovah Feldshuh: Como muitos, muitos judeus, meu pai serviu as Forças Aliadas durante a Segunda Guerra Mundial para o Exército dos Estados Unidos. Ele era fluente em alemão e falava muito bem o francês. No acampamento, ele foi treinado na infantaria. Mas quando ele chegou na Inglaterra, ele fez um exame e migrou para o ramo da inteligência G2. Ele viveu no metrô de Londres, trabalhou com o general Dwight David Eisenhower, e foi um dos muitos homens que ajudou no planejamento do Dia-D. Depois de se casar com minha mãe e o nascimento de seus filhos, a guerra que foi tão difícil, tornou-se um dos momentos mais significativos da vida do meu pai.

Meu pai trabalhou com o metrô Francês e auxiliou os judeus em meio a guerra, para unir suas famílias. Ele ajudou um homem maravilhoso chamado Sr. Mayer, a manter contato com sua família judia alemã. E, de fato, no início dos anos 70 quando eu era estudante e cheguei a Paris para frequentar a universidade, eu fique aos cuidados do Sr. Mayer. Ele ajudou a me estabelecer, a encontrar um apartamento e continuar meus estudos.

Q: Qual foi uma das viagens mais inesquecíveis que você teve com seu pai na França? Tovah Feldshuh: Pouco antes dele morrer, meu pai e eu visitamos o local onde ele e mais cinco, entraram na Normandia no Dia D, para uma missão secreta. O que mais mexeu comigo foi quando fomos para o Cemitério Americano encontrar túmulos judaicos. Eu podia imaginar o mar de infortúnios em meio a ocasional estrela judaica. Como nós olhamos para as estrelas de seis pontas, eu lembro de ter lido as inscrições com meu pai , olhando para a idade desses homens e pensando em como eles eram jovens. Quando meu pai lutou na guerra, ele já tinha 32, 10 anos antes já era graduado em Harvard em direito. Isso me fez pensar em como os judeus e os cristãos do mundo livre, convergiram à luta contra os nazistas. E eu senti a presença e o parentesco entre a França e os Estados Unidos

 

Q: Você gosta de visitar o bairro judáico do Marais?Tovah Feldshuh: Quando eu estava morando em Paris, eu adorava ir a famosa delicatessen Goldenberg na Rue des Rosiers, que tinha uma ótima comida. Infelizmente o restaurante fechou, mas no meu coração ainda tem boas memórias quando visito essa área e a experiência do bairro judeu. A França tem sido muito boa para a sua população - o suficiente para a comunidade judaica perseverar e prosperar em diversas áreas. E quando estou no bairro também adoro visitar o Musée Bricard ou Musée de la Serrure, que tem uma coleção única de fechaduras, maçanetas e chaves que datam da época romana, e que são bastante interessantes.  

 

Q: O Golda’s Balcony foi o mais antigo show de uma mulher na história da Broadway. Você nunca pensou em refazer esse show?Tovah Feldshuh: Na verdade, a melhor forma para eu me conectar a minha identidade judaica na França seria atuar no Golda’s Balcony , em Pari e em francês. E eu adoraria fazer isso com o sotaque Milwaukee de Golda. É a única maneira de me desculpar pelo meu sotaque Francês. E tería um argumento,  ninguém poderia me culpar. Assim, eu acho que tenho uma chance.

Q: O que mais você gosta de fazer na França?Tovah Feldshuh: Durante 25 anos eu colecionei Chanel. Coco Chanel foi uma estilista brilhante e nos deu um pouco do estilo black dress. Ela tirou as mulheres dos espartilhos e nos deu um novo estilo com cortes começavam a se aproximar do joelho. Ela ajudou a libertar as mulheres para iniciar um longo curso de igualdade e direitos.