Como entender os rótulos das garrafas de vinho?

  • Como entender os rótulos das garrafas de vinho?

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Como entender os rótulos das garrafas de vinho? France fr

Este curto texto tem o objetivo de esclarecer suas dúvidas (se necessário) e ajudá-lo a escolher seus vinhos com conhecimento de causa. 

Podemos observar na primeira leitura que várias informações estão dispostas nos rótulos das garrafas de vinho para nosso conhecimento. Entretanto, não é tão fácil assim ler e compreender claramente o que elas querem dizer.

O que deve ter, o que pode ter! 

A respeito das etiquetas e rótulos das garrafas de vinho existem menções obrigatórias e outras facultativas.
Um rótulo muito carregado não é necessariamente sinônimo de vinho de qualidade, e vice-versa. Aqui está o que se deve saber.

Menção obrigatória:
1 - O termo “appellation contrôlée”, com o nome do AOC. Aqui neste exemplo o de Bordeaux;
2 - O teor de álcool deve ser declarado e expresso em percentagem;
3 - O nome ou razão social e endereço do engarrafador deve aparecer na parte inferior do rótulo. Eles marcam a expressão "Mise en bouteille par... (Engarrafado por...)";
4 - O país de origem é necessário para a exportação;
5 - O volume de vinho na garrafa também deve estar presente. Aqui está uma garrafa de 75 cl;
6 - Por último, o número de identificação do lote do qual o vinho deve ser indicado, mas não necessariamente no rótulo.

 A leitura do Rótulo

 “Mise en bouteille”, envasamento da bebida:
varia nas seguintes formas: 

Ø  « Mis en bouteille dans la région de production », ou seja, “Envasado na região de produção”: são vinhos envasados fora da Appellation recendiquée. Trata-se de um produto standard - comum, sem uma real identidade. Raramente são encontrados bons vinhos que portam este menção. No entanto, garrafas que em geral devem ser evitadas.

Ø  « Mis en bouteille au château » ou « au domaine » ou « à la propriété », ou seja, “Envasado no castelo”, “no domínio”, “na propriedade”, indicando o nome do vinhedo: essas três menções são idênticas. Elas reforçam a identidade do vinho que a ser comprado. Estas informações são um engajamento de seriedade. Mas sempre lembrando que, nem sempre seriedade é sinônima de qualidade. Escolher dentre este tipo de garrafas é ainda assim uma boa escolha.

Ø  « Mis en bouteille par… », ou seja, “Envasado por”: o envasamento foi feito por um terceiro, seja a région ou o domaine. São em, alguns casos, garrafas de pequenos produtores que não possuem o investimento necessário para investir em uma linha de envasamento; vinhos mais caseiros. Garrafas e serem evitadas normalmente.

 

“Degré alcoolique”, o teor alcoólico:
O teor alcoólico está expresso em % (porcentagem) e não em graus. Traz uma precisão sobre a proporção de álcool contido no vinho e informa também a maturidade da uva.

Uma uva madura possui uma forte proporção de açúcar que se transforma em álcool durante a fermentação. Uma uva pouco madura possui um fraco potencial alcoólico. Portanto um grau fraco é normalmente sinônimo de má qualidade. Para um vinho vermelho, evitar os vinhos inferiores a 12%. Para os vinhos brancos secos é a mesma escolha. Para um vinho mais suave ou licoroso é preferível escolher um vinho acima de 13,5%. Um vinho rose deve igualmente se situar próximo de 12%. Saiba que a sensação do álcool que percebemos na boca não é necessariamente o teor alcoólico. Esta sensação pode ser mais devido a um desequilíbrio no vinho.

“Millésime”, o ano da safra:
Se inscrito na garrafa, o “millésime” indica o ano da vendange / safra. Isso também significa que o vinho contido na garrafa provém de uvas colhidas somente neste ano. É preciso aprender a reconhecer os anos das boas safras e das não tão boas, mas saiba que não há uma regra absoluta.
Há casos em que a garrafa não possui indicação do millésime. Desconfie! Isto significa que vinhos de uvas de diferentes safras foram misturados com a finalidade melhorar a qualidade de safras piores com melhores, o que geralmente não tem como resultar vinhos de ótima qualidade.
Única exceção: o Champanhe, cuja maioria não são datados. Cada Maison busca um estilo que se aproxima da imagem da marca. Para tal, reservas de millésimes são combinados para criar um vinho púnico, ao sabor muito próximo. A noção do millésime torna-se nesta caso secundário. Nota-se assim mesmo que os melhores Champagnes são os Champagnes millésimes. A colheita é suficientemente rica para fornecer uma safra excepcional.
E finalmente, o “millésime” indica o início do período da guarda (estocagem e envelhecimento). Se um vinho possui um potencial de envelhecimento de 10 anos, isso significa que ele se beneficiará se for mantido em boas condições, durante dez anos após a colheita.

“Appellation”, a denominação:
Na França existe 3 grandes tipos de vinhos de qualidade. As Denominações de Origem Controladas (AOC - Appellations d'Origine Contrôlées), os Vinhos Demarcados de Qualidade Superior (VDQS - Vins Délimités de Qualité Supérieure) e os Vinhos da Região (VDP - Vins de Pays). É nesta ordem decrescente que se estabelece geralmente sua hierarquia.
Um vinho AOC está sujeita aos costumes da cultura de seu appelation. É preciso obter a aprovação e atender alguns controles. É representativo do tipo de vinho e das designações e técnicas da appelation.
Um vinho VDQS está sujeito aos mesmos tipos de controles e regras que um AOC, mas com menos restrições. O VDQS, como o AOC garanti a precisa procedência geográfica do vinho. Os VDQS são geralmente vinhos à altura dos AOC.
Um vin Du Pays é um vinho que é garantido, mais amplamente, a proveniência. Ele não está sujeito às regras habituais. Um vinhateiro que pretenda cultivar uma variedade de uva que não é permitido no AOC pode vender vinho como Vin de Pays. Inicialmente, categoria utilizada para permitir que vinhos de menor qualidade alcançassem certa notoriedade, esta categoria tornou-se, no entanto, a única categoria onde os talentos dos viticultores que ousam inovar podem expressar-se, muitas vezes com maior sucesso que um AOC. É igualmente sob esta appelleation que são vendidos a maior parte dos vinhos de varietais (um vinho em que o nome da variedade da uva predominante aparece com destaque no rótulo, representando normalmente 85% ou mais).

O nome Du château (do castelo), Du domaine (do domínio), De La propriété ou Du clos (da propriedade ou da vinícola delimitada por muros):
Não há nenhuma hierarquia expressa nesses termos utilizados. O nome «château» é uma marca e não significa necessariamente que exista um “castelo” de verdade por lá para aplicá-lo em seu rótulo. Atualmente, somente a palavra «clos» é reservada às propriedades vinícolas delimitadas por muros de pedra. Cuidado com os nomes de castelos relativamente próximos dos nomes já bem conhecidos de mesma denominação.

 “Cépage”, o nome ou tipo de uva:
Esta menção não é obrigatória na França, mas pode figurar no verso do rótulo a título indicativo. No entanto, se a garrafa leva no rótulo o nome da uva, isso quer dizer que o vinho foi produzido com 100% da uva mencionada. Muito cuidado em muitos outros países como os Estados Unidos, aonde, um vinho com o nome de cépage no rótulo, não possui necessariamente 100% desta uva. Isso significa que é essencialmente composto e não exclusivamente.
Um mesmo cépage
pode ter expressões aromáticas diferentes, dependendo da região aromática onde é cultivado. É preciso ter ficar atento. Sempre olhar para a origem geográfica na compra de um vinho de cépage e conhecer o tipo que se apresenta. Mas nada o impede, em seguida, de degustar vinhos de um mesmo cépage, mas de diferentes regiões para ver a influência dos terroirs.

 

Um ponto importante a ser feito:
Escolher um vinho resume-se na maior parte das vezes à experiência. Segundo o sommelier Alain Rosier «Até mesmo para um profissional, ler uma etiqueta de vinho não é garantia de uma boa escolha». Portanto, pendendo-se sobre as etiquetas, algumas informações permitem orientar a escolha.
 

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