Bangalôs sobre o mar do Tahiti completam 50 anos - PARTE 1

Bangalôs sobre o mar do Tahiti completam 50 anos - PARTE 1

Síntese da Polinésia Francesa, as icônicas construções criadas em 1967 ajudaram a tornar o país o sonho de muitos viajantes.

Despertar após a primeira noite num bangalô sobre as águas traz uma mistura de sensações. Começa com uma leveza imediata, aquela paz que parece sempre ter pertencido ao visitante. Que logo tenta entender porque demorou tanto para vivenciar aquilo. E logo vem a euforia. Como pode algo tão “de outro mundo” existir nesse plano terreno? Ao abrir a cortina, sair para a varanda, sentir o calor acolhedor da manhã na Polinésia Francesa e erguer a cabeça, o viajante talvez desconfie de que seus olhos o traem. Afinal, não é sempre que se acorda sobre uma piscina natural de um azul que poucas coisas na vida têm o poder de exibir. Aquilo tudo existe mesmo. E agora você faz parte desse mundo.

Um jorro de ânimo e empolgação acomete quem se vê imerso nesse cenário. Não raro adultos se tornam crianças e, convenhamos, motivos não faltam. Ninguém fica indiferente à tamanha grandeza. Uma arraia passa sob o bangalô e, através do piso de vidro da sala,nenhum detalhe escapa ao observador. Olha, um enorme cardume de peixes-borboleta! Mais e mais peixes coloridos por todos os lados. Um bando de pássaros faz barulho no horizonte. Vamos matar a vontade enorme de apenas descer a escada e nadar nesse azul só nosso? 

Embora a cada ano milhares de visitantes sigam descobrindo essas sensações a cada ano,esta singular experiência hoteleira existe há meio século nas Ilhas do Tahiti. Proporcionar uma vivência única foi a solução encontrada por três jovens empreendedores californianos que desembarcaram nas ilhas na década de 60. Hugh Kelly, Muk MacCallum e Jay Carlisle caíram de amores por esse exuberante pedaço de terra e mar. Ansiosos para receber visitantes e exibir ao mundo seu achado, resolveram empreender na região.

Com muita persistência, por conta da limitação da infraestrutura, inauguraram dois hotéis, ambos batizados Bali Hai. O primeiro, na ilha de Moorea, impactante por seus picos rochosos serrilhados e azuladas lagoas plácidas com praias icônicas, deu muito certo e emplacou. No entanto, com a segunda hospedaria, em Raiatea – a mais sagrada das ilhas do arquipélago para o povo polinésio – os empresários não encontraram tanto sucesso. Mesmo linda, com montanhas, fauna e flora únicas, a escassez de praias com idílicas faixas de areia fez com que a procura dos hóspedes não fosse tão grande.

Diante do desafio, os americanos tiveram a ideia de explorar as múltiplas tonalidades de azul das águas do Pacífico construindo hotéis bangalôs sobre pilastras. Assim, avançaram as acomodações para cima das águas translúcidas e abrigadas. O conceito tornou-se um marco revolucionário na história do turismo local, e os três primeiros bangalôs, com teto de palha de coqueiro instalados sobre colunas, foram inaugurados em 1967 no Hotel Bali Hai, em Raiatea. Assim, os pioneiros construíam para o mundo todo a imagem das Ilhas do Tahiti como um dos mais desejados destinos de férias.

 

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Autor: Felipe Mortara - FM Travel Content