Artemisia: paixão, poder e glória de uma pintora

De 14 março 2012 a 15 julho 2012
Artemisia: paixão, poder e glória de uma pintora 61, rue de Grenelle 75007 PARIS Paris fr

Artemisia: paixão, poder e glória de uma pintora
De 12 março/2012 à 13 julho/2012
 
Enquanto Judite decapitava Holofernes, Danae se divertia “à grande”!
As pinturas de Artemisia Gentileschi são tão expressivas que nos vemos quase que permitidos a sentir o cheiro de sangue e suor transmitidos em suas telas. Porém não é só de realismo que se fazem estas pinturas, as obras também retratam as mulheres como seres assertivos, capazes de entregarem-se tanto ao prazer como ao crime (muitas vezes a ambos simultaneamente) quebrando as barreiras das convenções sexistas do século XVII. O trabalho desta pintora foi durante muito tempo marginalizado por uma sociedade patriarcal, mas finalmente a “esquecida filha de Orazio Gentileschi" foi reconhecida como uma das mais importantes artistas revolucionárias Italianas do Período Barroco.
A exibição, que terá lugar no Museu Maillol, expõe Artemisia como uma pintora, artista e mulher genial – o que já não era sem tempo!


Um pouco de história:
Artemisia Gentileschi (1593 – 1652/1653) foi uma pintora italiana do período Barroco. Filha de um grande pintor da época, Orazio Gentileschi, nasceu em Roma e desde cedo aprendeu com seu pai as técnicas pictóricas. Inspirada pelos autores da época, sobretudo Caravaggio, que utilizava com maestria a técnica de chiaroscuro.
Nesta época  o acesso às academias e ao “métier” da pintura era exclusivamente reservado aos homens, logo, Artemísia foi imediatamente recusada. No entanto, para ajudar a filha, Orazio entregou-a aos cuidados de um amigo, o pintor Agostino Tassi, para que fosse seu tutor nos estudos. Ocorreu que Tassi aproveitou-se da juventude e inocência de Artemísia e a violou, e em 1612 seu pai entrou com um processo contra o ex-tutor da filha, o caso teve grande repercussão na época.
Artemísia foi acusada de se portar indevidamente e, apesar da condenação de Tassi ao exílio por cinco anos, esta determinação foi apenas parcialmente cumprida.
Este trauma gerou grande revolta e influenciou profundamente a temática das obras da pintora. Sua obra mais famosa é Judite matando Holofernes, na qual representa muito bem a revolta, a dor e a indignação da mulher enquanto mata seu algoz. A Judite de Artemísia é forte, convicta e o seu rosto e gestos deixam perceber sua sede de vingança.

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