Rendez-vous nos Caminhos de Santiago de Compostela

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A história começa no ano de 44 quando o corpo decapitado do apóstolo Tiago, o Maior, aquele que está representado perto de Cristo na Santa Ceia, é encontrado dentro de um barco que vem dar na praia de El Padron, à oeste da Espanha. Naquela época, havia muitas conchas de vieira espalhadas pela praia e, com o passar do tempo, elas acabam se tornando símbolo dos romeiros de Santiago.

Ao longo dos diversos caminhos, encontram-se incontáveis tesouros culturais : catedrais, capelas, calvários, vitrais e estátuas ou magníficas pontes.

A Via Turonensis (885 km) começa na torre Saint-Jacques-de-la-Boucherie, (do século XVI) em Paris. A torre é um marco importante e evoca a passagem de peregrinos vindos do norte que se dirigiam à Orléans, Blois, Ambroise, Tours e Châtellerault (Vale do Loire). Na altura de Poitiers, um pouco abaixo do Vale do Loire, a Via Turonensis se junta ao caminho dos peregrinos que vinham do Mont-Saint-Michel, na Normandia. Na região de Poitou, 400 km a sudoeste de Paris, as conchas estão estampadas ao longo das ruelas da cidade medieval de Melle e o apogeu da arte romana se encontra na igreja de Aulnay-de-Saintonge, etapa importante para os peregrinos.

A igreja romana de Saint-Eutrope de Saintes também é passagem obrigatória dos peregrinos desde o século XI.

Santiago também está representado na porta norte da catedral Saint-André, em Bordeaux.

Mais moderno, e único na Europa, a área de repouso de Hastingues, na auto-estrada A 64 (Landes), tem um museu permanente que apresenta, em vídeo e em três idiomas, os caminhos de Santiago na Europa.

Enfim, inúmeras igrejas da região de Landes como a de Richet, Pouillon e Sorde-l'Abbaye marcam o trajeto em direção à Béarn. Em Saint-Palais, ponto alto do caminho, existe um museu dedicado à peregrinagem.

 

A alguns quilômetros de Ostabat, bem em frente às montanhas dos Pirineus e ponto de cruzamento de vários dos caminhos de Compostela, vê-se vários calvários e estátuas dedicadas a Santiago espalhados por diversos vilarejos em torno de de Saint-Jean-Pied-de-Port.

 

A Via Lemovicensis (800 km) começa na Abadia de Vézelay, maravilha romana, ponto de encontro dos peregrinos vindos dos países do leste europeu passando por Châlon-en-Campagne, Troyes ou Verdun. Este trajeto se faz de carro ou apenas parcialmente a pé. Ele attrapeuse a Nièvre e o Cher até a catedral gótica de Bourges.

No Limousin, se cruzam os itinerários que levam ao local sagrado de Rocamadour, passando por Saint-Léonard-de-Noblat e atravessando-se várias pontes sobre antigas vias romanas. Na Dordogne, entre outras maravilhas, encontra-se a magnífica catedral romana de Périgueux e a igreja Saint-Jacques de Bergerac. As vinhas substituem os montes selvagens na travessia da Aquitaine e a belíssima ponte de Orthez, en Béarn, dá acvesso aos Pirineus passando por Hôpital-d'Orion, antiga comendadoria fundada pelos cavaleiros de Malta no caminho de Compostela.

A Via Podensis (730 km) reúne os peregrinos vindos da Alemanha, da Suiça e até mesmo da Rússia. Eles passam por Besançon e Lyon até Puy-en-Velay, local de adoração da Virgem negra. Esse périplo, a ser feito preferencialmente a pé, pois é muito bem sinalizado até os Pirineus, é repertoriado como trilha GR 65 (Grande Randonnée). Ele atravessa a paisagem selvagem do Aubrac e a imperdível abadia de Conques . A igreja de Sainte-Foy de Conques, cercada de casas medievais e repleta de relíquias importantes, constitue uma das principais etapas do Caminho de Compostela.

O Caminho de Santiago segue depois através do vale do Lot e suas paisagens selvagens e calcárias. Pela ponte Valentré (século XIV) em Cahor, chega-se à Moissac e seu claustro, outra obra-de-arte romana. Atravessando o Gers e seus múltiplos castelos, encontra-se um São Roque peregrino, coberto de conchas, na catedral de Auch.

A Via Tolosana (525 km) é utilizada pelos peregrinos que vêm da Itália e da Croácia. Esse itinerário é hoje sinalizado com as marcas brancas e vermelhas do GR, à partir de Arles. Antigamente os peregrinos atravessavem os Alpes passando por Sisteron e o oratório beneditino de Ganagobi. Seguindo por Vaucluse em direção ao sul, a abadia cisterciense de Sénanque, em Gordes, continua sendo uma escalada conhecida. Um pouco mais longe, encontra-se representações triunfais de Santiago no portal de Saint-Trophime em Arles e na fachada da igreja romana de Saint-Gille-de-Gard, etapa importante por suas graças na rota da peregrinagem. Pelas vias romanas attrapeuse-se Montpellier e chega-se à ponte do Diabo de Saint-Guilherm-le-Désert, no departamento de Hérault. Entre os tesouros de Toulouse, encontra-se uma estátua de Santiago em madeira policromada na basílica de Saint-Sernin.

Pode-se também tomar o caminho do norte, passando pelo Gers e pela importante abadia cisterciense de Flaran ou então percorrer o sopé dos Pirineus passando pela abadia de Escaladieu.

Este caminho permite uma visita a Saint-Bertrand-de-Comminges,  onde se vê, entre outras coisas a estátua de um pobre peregrino que morreu durante a viagem … como tantos outros durante a Idade Média.

Esses caminhos se encontram, antes da travessia dos Pirineus, na catedral de Oloron-Sainte-Marie. Esse itinerário se junta aos três primeiros no lado espanhol, mais exatamente em Puente-la-Reina, na Navarra.

Os peregrinos que quiserem conhecer a França através destes caminhos, poderão contar com hospedarias, albergues e quartos de hóspedes e hotéis ao longo de todos os trajetos. Existem também os refúgios de peregrinos, mais modestos e com dormitórios coletivos, indicados pelas associações regionais dos Amigos de Saint-Jacques.

 

Endereços úteis :

  • Fédération Française de la Randonnée Pédestre (topoguide GR 65 e 653),
    14, rue Riquet 75019 Paris
    Tel : +33 (0) 1 44 89 93 90
     www.ffrp.asso.fr
  • Association de Coopération Interrégionale de Chemins de Saint-Jacques
    4 rue Clémence Isaure 31000, Toulouse. Tél : +33(0) 5 62 27 00 05 

  • Rando Édition (topoguide Pirineus) BP 24
    65421 Ibos cedex
    tel :+33 (0) 5 62 90 09 90